segunda-feira, janeiro 29, 2007

MODERNO E MODERNINHO

Há uma enorme diferença entre moderno e moderninho. Uma diferença de largura de vistas, de perspectiva histórica e cronológica.

O moderninho é moderno em relação à última geração, ou duas. Anda na mesma direcção que as gerações anteriores andaram, mas está uns passos à frente (nessa mesma direcção, boa ou má, isso não lhe interessa).

O Moderno, tem uma perspectiva mais distante, não tem tanto em conta os últimos passos, tem em conta as direcções.

A ideia de que proibir é sempre antigo, e liberalizar é sempre moderno, é uma ideia com poucas décadas. Mas que já está fora de prazo. Proibir, restringir pode ser um sinal de modernidade. Não consta que houvesse muitas proibições nas sociedades dos homens de Neenderthal.

Proibir a publicidade ao tabaco - sinal de modernidade.
Proibir a publicidade que explora a inocência e vulnerabilidade das crianças - sinal de modernidade.
Proibir o uso de armas - sinal de modernidade.
Proibir o trabalho infantil - sinal de modernidade.
Proibir o uso de produtos ambientalmente perigosos - sinal de modernidade
Proteger as crianças - sinal de modernidade
Incentivar e apoiar a maternidade - sinal de modernidade
Abolir crueldade e pena de morte - sinal de modernidade
Proteger os fracos - sinal de modernidade.

Mas porque é que ainda há quem confunda estas coisas?

Ainda há restos ideológicos da geração anterior.
Nos velhotes, e nos que sendo jovens ainda não pensam pelas próprias cabeças, mas sim pelas ideias herdadas.

A geração dos 60's e 70's incapaz de viver com a realidade dura, resolveram inventar um mundinho só deles, que só existia nas suas cabeças. Mas viu-se que a sua realidade era totalmente diferente dos seus "sonhos". Porque não eram sonhos, eram fugas à realidade.

Os químicos mágicos, o petróleo, as armas, o vale tudo, está fora de moda. É antigo. É tão 70's. E nem com revivalismos lá vai.

Hoje graças a isso, a esse tipo de encanto cego com o moderninho, temos o nosso planeta à beira do abismo e a nossa sociedade à beira da selva.

Modernidade hoje é o respeito. É proteger a Terra, a natureza, a vida, a natureza humana, e o que nos faz humanos.

Valorizar o ser humano, a mulher, o homem, a criança são coisas historicamente modernas.

Valorizar o essencial e o profundo, sobre o acessório e superficial é desenvolvimento.

Os países que hoje têm o aborto a pedido, têm-no porque a sua geraçãozinha hippie o aprovou naqueles tempos. No tempo em que isso era moderninho. Nos tempos em que se sabia pouco disso, e se usava pouco a cabeça e muito a boca. Não foi por serem mais desenvolvidos.

Todas as teorias, e práticas científicas modernas, comprovam o valor imenso da infância, desde o ventre. Até antes. Hoje todos sabemos mais do que sabiam estes senhores então. Hoje não temos desculpas para confundir este moderninho fora de prazo, com modernidade.

Valorizar o ser humano, valorizar a criança são coisas modernas, historicamente. Coisas com futuro.

Desvalorizar isso, é que é muito Neenderthal.

ASSIM, PERDIDAMENTE

HE HAD A DREAM

«A lei não pode obrigar um branco a amar-me mas pode evitar que ele me linche.»
M. Luther King

quarta-feira, janeiro 24, 2007

MULHERES



OK. Há aqui emotividade a mais, demasiado "explorada". Mas tirando isso, há mais. Há a prova de que se facilitarem, as mulheres metem-se nisso mais facilmente. E que não sabem bem no que se estão a meter. Uma fase difícil e confusa da sua vida, não é boa altura para decisões tão importantes.

Ontem falei com uma senhora que há 8 anos atende casos de mulheres que abortaram. Sabe que tudo o que aqui possa parecer (ou até mesmo ser) encenação é bem real: o aborto marca profundamente e para sempre as mulheres que o fazem. E não fazem ideia, antes de o fazer, que assim é. Está por dentro do que são clínicas de aborto, por exemplo, em Inglaterra. Das pressões de produtividade, tal como fazem aqui com as maternidades. Se aqui com as maternidades, as mulheres são atendidas cada vez mais como numa linha de montagem, porque acham que será diferente no caso do aborto?

Não sejam anjinhos. Não será nada diferente.
Será mais um enorme passo na desumanização da sociedade, e de todos nós.