sexta-feira, fevereiro 09, 2007

AINDA VELE A PENA

Se há coisa que os portugueses nunca tiveram foi a alma pequena.
(Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte)

Não vamos agora andar para trás. Não deixemos morrer a nossa cultura do amor. Substituindo-a por uma cultura da produtividade desumanizante.

INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA

A nossa sociedade não consegue mais do que isto?
O melhor que conseguimos no Século XXI é isto?
Estamos num belo caminho, estamos. Chamem-lhe desenvolvimento.

QUEM VAI PERDER

Quem vai perder, em primeiro lugar são todos aqueles que vão perder a vida, sabe-se que o aborto (e não apenas o clandestino) vai subir em flecha.

Vai perder este país, esta sociedade, que limpa os indesejados e a mais, de forma pouco diferente (na sua essência)de algumas horrososas que a história da humanidade já viu.

Vai perder-se a diversidade, a riqueza humana, e a solidariedade. Vai perder-se a oportunidade de fazer algo melhor. Não é preciso ser solidário daqui para a frente, há uma solução mais fácil, uma solução que põe fim a alguns problemas e a algumas pessoas.

Onde é que eu na história já vi uma solução assim?

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

NÃO CORTE ESTA RELAÇÃO

Ao que parece o aborto vai ganhar. Esta relação vai perder. Vai perder a mãe. Vai claramente perder o filho (a vida).

Quem vai ganhar com este corte? Pensem.

2 Lados

FORÇA SUPREMA - HIP HOP

O hip hop surgiu para dar voz àqueles que não se ouvem, que não se querem ver. Aos que estão a mais, ao que estão à margem. Aos que a sociedade prefere excluir.

SOBRE O TEXTO DE FREI BENTO DOMINGUES

Gosto do texto. Mas neste contexto acho que é poluição.

Vou explicar:

A questão está precisamente na diferença entre o que é legal e o que é moral.

É obvio que uma sociedade tem de ter leis. Sobretudo para apontar, orientar, mas nalguns casos para impedir certas situações.
De qualquer maneira as leis servem para proteger os mais fracos, e para garantir uma razoável "moralidade".

Mesmo partindo de um ponto em que as pessoas são realmente conscientes e responsáveis será que se deixa a essa consciência e responsabilade coisas como velocidade, educação (escolaridade) dos filhos, uso de armas, honestidade nos negócios, etc?

"Só somos verdadeiramente livres quando evitamos o mal porque é mal". Sem dúvida.
Mas na realidade nunca somos verdadeiramente livres: temos as nossas limitações, os nossas variações de humor, de consciência, de maturidade, de tudo e mais alguma coisa.
E entretanto é preciso que algo me proteja dos outros que estão a aprender a ser livres.
Sobretudo quando eu sou frágil e incómodo para alguns.


Haver leis, não é haver prisões. É haver orientações. E alguns limites.

"...parece que não confiam na consciência das mulheres, na sua capacidade de discernimento, para percorrerem todos os caminhos necessários até chegarem a uma decisão bem informada,..."

Eu sinceramente, em muitas mulheres, não confio para tomarem decisões sobre os filhos. Há mães que batem, maltratam e até matam os filhos. O ser humano é capaz do pior. Também do melhor, mas seguramente é capaz de coisas horríveis.
Mas no geral, se há alguém que não está em condições para discernir e escolher em consciência e liberdade é a mulher nesta situação confusa e pressionada.

Nem quando aparentemente apenas está em causa a própria pessoa, o estado e a sociedade deixa de intervir com leis, ilegalizando: drogas, prostituição.
Algumas formas de degradação do indivíduo, degradam toda a sociedade. Sobretudo toda a sociedade que o permite.

Neste caso, por força maior, estamos em presença de terceiros: o bebé. Há um conflito de interesses entre mãe e bebé. E a lei NÃO pode deixar de proteger o bebé.
E a lei tem de indicar que este caminho enfraquece a sociedade, torna-a mais cruel, mais indiferente. e por isso NÃO é um bom caminho.

Não tem nada a ver com moralidade. Isto é lei de uma Sociedade.
Uma sociedade é responsável pelos mais fracos e pelo bem comum.
Não com moralidades etéreas, para cada um aceder se achar por bem, mas com leis e actos concretos.

Volto a citar Martin Luther King:
«A lei não pode obrigar um branco a amar-me mas pode evitar que ele me linche.»

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

TESTEMUNHO

Aborto é um presente envenenado para as mulheres. Nao pensa no bem estar delas seguramente.

PORTUGAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO

Portugal, cuja história está resumida e concentrada em 7 minutos é um país realmente especial. A história, a desproporção entre o nosso tamanho e a nossa grandeza são realmente raros no mundo. Eu digo únicos.

Os portugueses são bem estranhos, capazes do melhor e de coisas muito más, mas somos, como povo, incapazes do pior.

Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte. "A última execução ocorreu em 1846, em Lagos, e a pena foi abolida em 1867, com a aprovação de noventa por cento dos deputados das Cortes. Muito antes da maioria dos nossos vizinhos europeus: relembre-se que a Espanha, em 1975, ainda executava pessoas com garrote; o Reino Unido só aboliu a pena capital em 1973, e a França em 1981. Quanto aos Estados Unidos são bem conhecidos os tristes números dos seus corredores da morte, onde durante anos se acumulam presos destinados à injecção letal, à cadeira eléctrica e mesmo à forca (ainda prevista em alguns estados)."

Mais de 100 anos adiantados em relação a outros países, de economias mais desenvolvidas. Em muitas coisas temos muito a aprender, mas nestes assuntos de humanidade acho que temos ensinado.

Um dos argumentos, que considero mais provincianos é o que faz a perversa ligação entre desenvolvimento e aborto. Ou a ligação entre aborto livre e um perverso conceito de desenvolvimento.

O primeiro país a legalizar o aborto foi a União Soviética em 1921 após a revolução. Ainda hoje a Rússia está no podium dos abortos, com 60% de todas as gravidezes a terminar em aborto. (dados de entidades cientificas russas em silentvoices.org).

O recordista mundial de abortos é a Roménia com 3 em cada 4 gravidezes a terminar em aborto. (segundo o mesmo site).

O aborto é livre na Albânia, na Arménia, no Cazaquistão, no Azerbeijão, na Bielorrússia, na Bósnia-Herzegovina, por exemplo.

Em um terço dos países desenvolvidos o Aborto NÃO é livre (informações do Partido Socialista Europeu, editadas em Portugal pelo PS). Entre esses países estão a Irlanda (onde só é permitida em caso de risco de vida da mãe), parte do Reino Unido (Irlanda do Norte) e a Suiça.

Se há coisa que o aborto não é seguramente, é sinal de desenvolvimento.
Uma sociedade desenvolvida e forte não exclui os mais fracos, sejam deficientes, velhos, ou bebés por nascer.

Portugal não é a Finlândia dos sonhos de alguns dos nossos políticos; que em vez de imitarem o que esses países têm de melhor (como licenças de maternidade até 24 meses e protecção e incentivo à família) querem imitar a única coisa que seguramente não nos fará mais desenvolvidos, nem mais solidários, nem melhor país. Muito pelo contrário.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

PORTUGAL EM 7 MINUTOS

segunda-feira, janeiro 29, 2007

MODERNO E MODERNINHO

Há uma enorme diferença entre moderno e moderninho. Uma diferença de largura de vistas, de perspectiva histórica e cronológica.

O moderninho é moderno em relação à última geração, ou duas. Anda na mesma direcção que as gerações anteriores andaram, mas está uns passos à frente (nessa mesma direcção, boa ou má, isso não lhe interessa).

O Moderno, tem uma perspectiva mais distante, não tem tanto em conta os últimos passos, tem em conta as direcções.

A ideia de que proibir é sempre antigo, e liberalizar é sempre moderno, é uma ideia com poucas décadas. Mas que já está fora de prazo. Proibir, restringir pode ser um sinal de modernidade. Não consta que houvesse muitas proibições nas sociedades dos homens de Neenderthal.

Proibir a publicidade ao tabaco - sinal de modernidade.
Proibir a publicidade que explora a inocência e vulnerabilidade das crianças - sinal de modernidade.
Proibir o uso de armas - sinal de modernidade.
Proibir o trabalho infantil - sinal de modernidade.
Proibir o uso de produtos ambientalmente perigosos - sinal de modernidade
Proteger as crianças - sinal de modernidade
Incentivar e apoiar a maternidade - sinal de modernidade
Abolir crueldade e pena de morte - sinal de modernidade
Proteger os fracos - sinal de modernidade.

Mas porque é que ainda há quem confunda estas coisas?

Ainda há restos ideológicos da geração anterior.
Nos velhotes, e nos que sendo jovens ainda não pensam pelas próprias cabeças, mas sim pelas ideias herdadas.

A geração dos 60's e 70's incapaz de viver com a realidade dura, resolveram inventar um mundinho só deles, que só existia nas suas cabeças. Mas viu-se que a sua realidade era totalmente diferente dos seus "sonhos". Porque não eram sonhos, eram fugas à realidade.

Os químicos mágicos, o petróleo, as armas, o vale tudo, está fora de moda. É antigo. É tão 70's. E nem com revivalismos lá vai.

Hoje graças a isso, a esse tipo de encanto cego com o moderninho, temos o nosso planeta à beira do abismo e a nossa sociedade à beira da selva.

Modernidade hoje é o respeito. É proteger a Terra, a natureza, a vida, a natureza humana, e o que nos faz humanos.

Valorizar o ser humano, a mulher, o homem, a criança são coisas historicamente modernas.

Valorizar o essencial e o profundo, sobre o acessório e superficial é desenvolvimento.

Os países que hoje têm o aborto a pedido, têm-no porque a sua geraçãozinha hippie o aprovou naqueles tempos. No tempo em que isso era moderninho. Nos tempos em que se sabia pouco disso, e se usava pouco a cabeça e muito a boca. Não foi por serem mais desenvolvidos.

Todas as teorias, e práticas científicas modernas, comprovam o valor imenso da infância, desde o ventre. Até antes. Hoje todos sabemos mais do que sabiam estes senhores então. Hoje não temos desculpas para confundir este moderninho fora de prazo, com modernidade.

Valorizar o ser humano, valorizar a criança são coisas modernas, historicamente. Coisas com futuro.

Desvalorizar isso, é que é muito Neenderthal.

ASSIM, PERDIDAMENTE

HE HAD A DREAM

«A lei não pode obrigar um branco a amar-me mas pode evitar que ele me linche.»
M. Luther King

quarta-feira, janeiro 24, 2007

MULHERES



OK. Há aqui emotividade a mais, demasiado "explorada". Mas tirando isso, há mais. Há a prova de que se facilitarem, as mulheres metem-se nisso mais facilmente. E que não sabem bem no que se estão a meter. Uma fase difícil e confusa da sua vida, não é boa altura para decisões tão importantes.

Ontem falei com uma senhora que há 8 anos atende casos de mulheres que abortaram. Sabe que tudo o que aqui possa parecer (ou até mesmo ser) encenação é bem real: o aborto marca profundamente e para sempre as mulheres que o fazem. E não fazem ideia, antes de o fazer, que assim é. Está por dentro do que são clínicas de aborto, por exemplo, em Inglaterra. Das pressões de produtividade, tal como fazem aqui com as maternidades. Se aqui com as maternidades, as mulheres são atendidas cada vez mais como numa linha de montagem, porque acham que será diferente no caso do aborto?

Não sejam anjinhos. Não será nada diferente.
Será mais um enorme passo na desumanização da sociedade, e de todos nós.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

VIRAR A PÁGINA

"O PS transformou o aborto numa bandeira de luta, num direito cívico, e coloca o sim e o não no referendo como sendo a fronteira da modernidade. Não percebeu que, hoje, o que move a modernidade, o subversivo, é exactamente o inverso: a coragem de, contra tudo e contra todos, ser mãe e pai."

Zita Seabra in Público, 19 de Setembro de 2006

CAN I LIVE?

Há coisas que falam mais fundo do que palavras. Eu acredito. E é em direcção ao que acredito que quero caminhar.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

CRER PARA VER

Crer para ver

Uma incrível e inspiradora história. Acreditar faz toda a diferença.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

NOHA TAKES A PHOTO OF HIMSELF EVERY DAY FOR 6 YEARS

Noah takes a photo of himself every day for 6 years.

Este filminho diz-me sempre coisas novas cada vez que o vejo.
Coisas que nem sempre entendo, ou tomo consciência,
mas gosto de o deixar falar-me.

quarta-feira, novembro 01, 2006

TEMPO

Fazer nascer
fazer crescer
construir
semear
cuidar
precisa de tempo
precisa de paciência.

Precisa de trabalho
mas também de espera.
De espera e de esperança
e confiança.
Mas antes de tudo
precisa de tempo.

Quando não há tempo
e se quer fazer algo grande
só se pode destruir,
cortar, matar.

Não se nasce num segundo
Mas morre-se num segundo.
Não se planta uma àrvore num minuto
mas corta-se num instante.

Não se cura,
não se semeia,
não se cresce,
não se constrói,
com a facilidade da publicidade.

terça-feira, outubro 24, 2006

YOUTUBERS

YOUTUBERS

Por tras de todo o imediatismo e superficialidade das relações e dos media actuais, ha uma misteriosa beleza, e humanidade que nos dão a todos uma oportunidade de penetrar mais fundo na nossa condição humana.
O YouTube, os Blogs, e o PostSecret sao alguns desses sitios que podem ser maravilhosos se os nossos olhos conseguirem estar abertos para essa beleza.