sábado, setembro 01, 2007
sábado, março 31, 2007
TÃO SIMPLES
Há verdades tão evidentes, tão simples, e mesmo assim tão escondidas antes de serem tão claras.
quarta-feira, março 28, 2007
EM TI
Só nos teus braços,
só nos teus olhos.
só na tua presença
poderei descansar
e recuperar
a dignidade e a força
para andar
só nos teus olhos.
só na tua presença
poderei descansar
e recuperar
a dignidade e a força
para andar
sexta-feira, março 23, 2007
ABRAÇOS
Todos precisamos de abraços. Numas alturas mais do que noutras. De conhecidos, ou até de desconhecidos. Há tantas coisas que um abraço pode dizer. Coisas que palavras nenhumas podem fazer. Toca a abraçar.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
QUE DIFERENÇA!
"Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfruta de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Ódio ao ódio! Vida a vida!."
Victor Hugo, 1867
Que diferença!.
Se em 1867 era Victor Hugo quem felicitava Portugal, por abolir a pena de morte.
Hoje são as mulheres do women on waves, que exibem orgulhosamente vestidos com as palavras "eu fiz um aborto" , no seu site, que felicitam este outro Portugal.
Deste quem se envergonha sou eu.
Victor Hugo, 1867
Que diferença!.
Se em 1867 era Victor Hugo quem felicitava Portugal, por abolir a pena de morte.
Hoje são as mulheres do women on waves, que exibem orgulhosamente vestidos com as palavras "eu fiz um aborto" , no seu site, que felicitam este outro Portugal.
Deste quem se envergonha sou eu.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
PRANTO PELO DIA DE HOJE
Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
In “Livro Sexto” – 1962
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
In “Livro Sexto” – 1962
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
PENSAR
A quem não percebeu que estamos num ponto de viragem civilizacional profundo.
A quem caiu na cassete gasta das mulheres do vão de escada.
A quem teve medo de não ser moderninho.
A quem de reflexão neste referendo lhe bastou um sketch de uns humoristas bloquistas.
A quem não soube pensar nos problemas do Século XXI e olhou o problema deste referendo com os olhos de meados do Século XX.
A todos esses, e também aos outros recomendo vivamente a leitura da entrevista a um Sociólogo e Filosofo da Ciência, professor em Oxford, que tem a coragem de pensar Hermínio Martins, na Pública de ontem.
O título é: "Alguém tem de se sentar a pensar".
Eu diria temos todos de pensar.
Cito apenas um trecho para incentivo à leitura da entrevista:
"...Este processo de transformação do homem já vem do último quartel do Século XIX. E nunca parou. Houve certos avanços na Alemanha nazi, que ficaram mal vistos. Mas hoje pode falar-se em eugenia, que já é perfeitamente aceite..."
A quem não percebeu que Aborto (sobretudo por razões de deficiência ou mesmo as económicas) e Eutanásia fazem parte de um moderno e generalizado processo de exclusão, de afinação da máquina da produtividade, e de "aprimoramento" da raça "humana".
A única parte deste sistema que está perfeitamente no seu lugar. A parte mais humana desta sistema, talvez a única parte verdadeiramente humana, é a excluída. O elo mais fraco. Aquele que é rejeitado. No entanto é precisamente aquele que pode salvar a nossa "humanidade".
A quem caiu na cassete gasta das mulheres do vão de escada.
A quem teve medo de não ser moderninho.
A quem de reflexão neste referendo lhe bastou um sketch de uns humoristas bloquistas.
A quem não soube pensar nos problemas do Século XXI e olhou o problema deste referendo com os olhos de meados do Século XX.
A todos esses, e também aos outros recomendo vivamente a leitura da entrevista a um Sociólogo e Filosofo da Ciência, professor em Oxford, que tem a coragem de pensar Hermínio Martins, na Pública de ontem.
O título é: "Alguém tem de se sentar a pensar".
Eu diria temos todos de pensar.
Cito apenas um trecho para incentivo à leitura da entrevista:
"...Este processo de transformação do homem já vem do último quartel do Século XIX. E nunca parou. Houve certos avanços na Alemanha nazi, que ficaram mal vistos. Mas hoje pode falar-se em eugenia, que já é perfeitamente aceite..."
A quem não percebeu que Aborto (sobretudo por razões de deficiência ou mesmo as económicas) e Eutanásia fazem parte de um moderno e generalizado processo de exclusão, de afinação da máquina da produtividade, e de "aprimoramento" da raça "humana".
A única parte deste sistema que está perfeitamente no seu lugar. A parte mais humana desta sistema, talvez a única parte verdadeiramente humana, é a excluída. O elo mais fraco. Aquele que é rejeitado. No entanto é precisamente aquele que pode salvar a nossa "humanidade".
domingo, fevereiro 11, 2007
TRANSFORMAR
Preciso de transformar a dor.
Em algo que dê fruto.
Para que não me envenene.
Para não ficar amargo,
como aquelas mulheres azedas
que vi nos debates.
Como aquelas pessoas secas,
incapazes de amar,
que guardaram dores,
sem as transformar.
A minha dor há-de dar frutos doces.
Que hei-de dar a comer
a quem tiver fome.
Em algo que dê fruto.
Para que não me envenene.
Para não ficar amargo,
como aquelas mulheres azedas
que vi nos debates.
Como aquelas pessoas secas,
incapazes de amar,
que guardaram dores,
sem as transformar.
A minha dor há-de dar frutos doces.
Que hei-de dar a comer
a quem tiver fome.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
AINDA VELE A PENA
INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA
A nossa sociedade não consegue mais do que isto?
O melhor que conseguimos no Século XXI é isto?
Estamos num belo caminho, estamos. Chamem-lhe desenvolvimento.
QUEM VAI PERDER
Quem vai perder, em primeiro lugar são todos aqueles que vão perder a vida, sabe-se que o aborto (e não apenas o clandestino) vai subir em flecha.
Vai perder este país, esta sociedade, que limpa os indesejados e a mais, de forma pouco diferente (na sua essência)de algumas horrososas que a história da humanidade já viu.
Vai perder-se a diversidade, a riqueza humana, e a solidariedade. Vai perder-se a oportunidade de fazer algo melhor. Não é preciso ser solidário daqui para a frente, há uma solução mais fácil, uma solução que põe fim a alguns problemas e a algumas pessoas.
Onde é que eu na história já vi uma solução assim?
Vai perder este país, esta sociedade, que limpa os indesejados e a mais, de forma pouco diferente (na sua essência)de algumas horrososas que a história da humanidade já viu.
Vai perder-se a diversidade, a riqueza humana, e a solidariedade. Vai perder-se a oportunidade de fazer algo melhor. Não é preciso ser solidário daqui para a frente, há uma solução mais fácil, uma solução que põe fim a alguns problemas e a algumas pessoas.
Onde é que eu na história já vi uma solução assim?
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
NÃO CORTE ESTA RELAÇÃO
FORÇA SUPREMA - HIP HOP
O hip hop surgiu para dar voz àqueles que não se ouvem, que não se querem ver. Aos que estão a mais, ao que estão à margem. Aos que a sociedade prefere excluir.
SOBRE O TEXTO DE FREI BENTO DOMINGUES
Gosto do texto. Mas neste contexto acho que é poluição.
Vou explicar:
A questão está precisamente na diferença entre o que é legal e o que é moral.
É obvio que uma sociedade tem de ter leis. Sobretudo para apontar, orientar, mas nalguns casos para impedir certas situações.
De qualquer maneira as leis servem para proteger os mais fracos, e para garantir uma razoável "moralidade".
Mesmo partindo de um ponto em que as pessoas são realmente conscientes e responsáveis será que se deixa a essa consciência e responsabilade coisas como velocidade, educação (escolaridade) dos filhos, uso de armas, honestidade nos negócios, etc?
"Só somos verdadeiramente livres quando evitamos o mal porque é mal". Sem dúvida.
Mas na realidade nunca somos verdadeiramente livres: temos as nossas limitações, os nossas variações de humor, de consciência, de maturidade, de tudo e mais alguma coisa.
E entretanto é preciso que algo me proteja dos outros que estão a aprender a ser livres.
Sobretudo quando eu sou frágil e incómodo para alguns.
Haver leis, não é haver prisões. É haver orientações. E alguns limites.
"...parece que não confiam na consciência das mulheres, na sua capacidade de discernimento, para percorrerem todos os caminhos necessários até chegarem a uma decisão bem informada,..."
Eu sinceramente, em muitas mulheres, não confio para tomarem decisões sobre os filhos. Há mães que batem, maltratam e até matam os filhos. O ser humano é capaz do pior. Também do melhor, mas seguramente é capaz de coisas horríveis.
Mas no geral, se há alguém que não está em condições para discernir e escolher em consciência e liberdade é a mulher nesta situação confusa e pressionada.
Nem quando aparentemente apenas está em causa a própria pessoa, o estado e a sociedade deixa de intervir com leis, ilegalizando: drogas, prostituição.
Algumas formas de degradação do indivíduo, degradam toda a sociedade. Sobretudo toda a sociedade que o permite.
Neste caso, por força maior, estamos em presença de terceiros: o bebé. Há um conflito de interesses entre mãe e bebé. E a lei NÃO pode deixar de proteger o bebé.
E a lei tem de indicar que este caminho enfraquece a sociedade, torna-a mais cruel, mais indiferente. e por isso NÃO é um bom caminho.
Não tem nada a ver com moralidade. Isto é lei de uma Sociedade.
Uma sociedade é responsável pelos mais fracos e pelo bem comum.
Não com moralidades etéreas, para cada um aceder se achar por bem, mas com leis e actos concretos.
Volto a citar Martin Luther King:
«A lei não pode obrigar um branco a amar-me mas pode evitar que ele me linche.»
Vou explicar:
A questão está precisamente na diferença entre o que é legal e o que é moral.
É obvio que uma sociedade tem de ter leis. Sobretudo para apontar, orientar, mas nalguns casos para impedir certas situações.
De qualquer maneira as leis servem para proteger os mais fracos, e para garantir uma razoável "moralidade".
Mesmo partindo de um ponto em que as pessoas são realmente conscientes e responsáveis será que se deixa a essa consciência e responsabilade coisas como velocidade, educação (escolaridade) dos filhos, uso de armas, honestidade nos negócios, etc?
"Só somos verdadeiramente livres quando evitamos o mal porque é mal". Sem dúvida.
Mas na realidade nunca somos verdadeiramente livres: temos as nossas limitações, os nossas variações de humor, de consciência, de maturidade, de tudo e mais alguma coisa.
E entretanto é preciso que algo me proteja dos outros que estão a aprender a ser livres.
Sobretudo quando eu sou frágil e incómodo para alguns.
Haver leis, não é haver prisões. É haver orientações. E alguns limites.
"...parece que não confiam na consciência das mulheres, na sua capacidade de discernimento, para percorrerem todos os caminhos necessários até chegarem a uma decisão bem informada,..."
Eu sinceramente, em muitas mulheres, não confio para tomarem decisões sobre os filhos. Há mães que batem, maltratam e até matam os filhos. O ser humano é capaz do pior. Também do melhor, mas seguramente é capaz de coisas horríveis.
Mas no geral, se há alguém que não está em condições para discernir e escolher em consciência e liberdade é a mulher nesta situação confusa e pressionada.
Nem quando aparentemente apenas está em causa a própria pessoa, o estado e a sociedade deixa de intervir com leis, ilegalizando: drogas, prostituição.
Algumas formas de degradação do indivíduo, degradam toda a sociedade. Sobretudo toda a sociedade que o permite.
Neste caso, por força maior, estamos em presença de terceiros: o bebé. Há um conflito de interesses entre mãe e bebé. E a lei NÃO pode deixar de proteger o bebé.
E a lei tem de indicar que este caminho enfraquece a sociedade, torna-a mais cruel, mais indiferente. e por isso NÃO é um bom caminho.
Não tem nada a ver com moralidade. Isto é lei de uma Sociedade.
Uma sociedade é responsável pelos mais fracos e pelo bem comum.
Não com moralidades etéreas, para cada um aceder se achar por bem, mas com leis e actos concretos.
Volto a citar Martin Luther King:
«A lei não pode obrigar um branco a amar-me mas pode evitar que ele me linche.»
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
TESTEMUNHO
Aborto é um presente envenenado para as mulheres. Nao pensa no bem estar delas seguramente.
PORTUGAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO
Portugal, cuja história está resumida e concentrada em 7 minutos é um país realmente especial. A história, a desproporção entre o nosso tamanho e a nossa grandeza são realmente raros no mundo. Eu digo únicos.
Os portugueses são bem estranhos, capazes do melhor e de coisas muito más, mas somos, como povo, incapazes do pior.
Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte. "A última execução ocorreu em 1846, em Lagos, e a pena foi abolida em 1867, com a aprovação de noventa por cento dos deputados das Cortes. Muito antes da maioria dos nossos vizinhos europeus: relembre-se que a Espanha, em 1975, ainda executava pessoas com garrote; o Reino Unido só aboliu a pena capital em 1973, e a França em 1981. Quanto aos Estados Unidos são bem conhecidos os tristes números dos seus corredores da morte, onde durante anos se acumulam presos destinados à injecção letal, à cadeira eléctrica e mesmo à forca (ainda prevista em alguns estados)."
Mais de 100 anos adiantados em relação a outros países, de economias mais desenvolvidas. Em muitas coisas temos muito a aprender, mas nestes assuntos de humanidade acho que temos ensinado.
Um dos argumentos, que considero mais provincianos é o que faz a perversa ligação entre desenvolvimento e aborto. Ou a ligação entre aborto livre e um perverso conceito de desenvolvimento.
O primeiro país a legalizar o aborto foi a União Soviética em 1921 após a revolução. Ainda hoje a Rússia está no podium dos abortos, com 60% de todas as gravidezes a terminar em aborto. (dados de entidades cientificas russas em silentvoices.org).
O recordista mundial de abortos é a Roménia com 3 em cada 4 gravidezes a terminar em aborto. (segundo o mesmo site).
O aborto é livre na Albânia, na Arménia, no Cazaquistão, no Azerbeijão, na Bielorrússia, na Bósnia-Herzegovina, por exemplo.
Em um terço dos países desenvolvidos o Aborto NÃO é livre (informações do Partido Socialista Europeu, editadas em Portugal pelo PS). Entre esses países estão a Irlanda (onde só é permitida em caso de risco de vida da mãe), parte do Reino Unido (Irlanda do Norte) e a Suiça.
Se há coisa que o aborto não é seguramente, é sinal de desenvolvimento.
Uma sociedade desenvolvida e forte não exclui os mais fracos, sejam deficientes, velhos, ou bebés por nascer.
Portugal não é a Finlândia dos sonhos de alguns dos nossos políticos; que em vez de imitarem o que esses países têm de melhor (como licenças de maternidade até 24 meses e protecção e incentivo à família) querem imitar a única coisa que seguramente não nos fará mais desenvolvidos, nem mais solidários, nem melhor país. Muito pelo contrário.
Os portugueses são bem estranhos, capazes do melhor e de coisas muito más, mas somos, como povo, incapazes do pior.
Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte. "A última execução ocorreu em 1846, em Lagos, e a pena foi abolida em 1867, com a aprovação de noventa por cento dos deputados das Cortes. Muito antes da maioria dos nossos vizinhos europeus: relembre-se que a Espanha, em 1975, ainda executava pessoas com garrote; o Reino Unido só aboliu a pena capital em 1973, e a França em 1981. Quanto aos Estados Unidos são bem conhecidos os tristes números dos seus corredores da morte, onde durante anos se acumulam presos destinados à injecção letal, à cadeira eléctrica e mesmo à forca (ainda prevista em alguns estados)."
Mais de 100 anos adiantados em relação a outros países, de economias mais desenvolvidas. Em muitas coisas temos muito a aprender, mas nestes assuntos de humanidade acho que temos ensinado.
Um dos argumentos, que considero mais provincianos é o que faz a perversa ligação entre desenvolvimento e aborto. Ou a ligação entre aborto livre e um perverso conceito de desenvolvimento.
O primeiro país a legalizar o aborto foi a União Soviética em 1921 após a revolução. Ainda hoje a Rússia está no podium dos abortos, com 60% de todas as gravidezes a terminar em aborto. (dados de entidades cientificas russas em silentvoices.org).
O recordista mundial de abortos é a Roménia com 3 em cada 4 gravidezes a terminar em aborto. (segundo o mesmo site).
O aborto é livre na Albânia, na Arménia, no Cazaquistão, no Azerbeijão, na Bielorrússia, na Bósnia-Herzegovina, por exemplo.
Em um terço dos países desenvolvidos o Aborto NÃO é livre (informações do Partido Socialista Europeu, editadas em Portugal pelo PS). Entre esses países estão a Irlanda (onde só é permitida em caso de risco de vida da mãe), parte do Reino Unido (Irlanda do Norte) e a Suiça.
Se há coisa que o aborto não é seguramente, é sinal de desenvolvimento.
Uma sociedade desenvolvida e forte não exclui os mais fracos, sejam deficientes, velhos, ou bebés por nascer.
Portugal não é a Finlândia dos sonhos de alguns dos nossos políticos; que em vez de imitarem o que esses países têm de melhor (como licenças de maternidade até 24 meses e protecção e incentivo à família) querem imitar a única coisa que seguramente não nos fará mais desenvolvidos, nem mais solidários, nem melhor país. Muito pelo contrário.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
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