Preciso de transformar a dor.
Em algo que dê fruto.
Para que não me envenene.
Para não ficar amargo,
como aquelas mulheres azedas
que vi nos debates.
Como aquelas pessoas secas,
incapazes de amar,
que guardaram dores,
sem as transformar.
A minha dor há-de dar frutos doces.
Que hei-de dar a comer
a quem tiver fome.
domingo, fevereiro 11, 2007
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2 comentários:
Obrigado pela tua coragem.
Estamos juntos!
Filipe
Obrigado Filipe.
Vou-me lembrar mais do teu exemplo,
para ajudar neste processo de transformar.
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